O campo universal
Neste cenário ideal, o campo estaria sempre pronto para acolher os passos de quem corre, normalmente ou com perna de ciborgue, e também as rodas de quem desliza. Uma criança, ou um jovem numa cadeira de rodas, não ficaria a ver o jogo da bancada, ele poderia ser o guarda-redes audaz ou o estratega da equipa. As regras adaptar-se-iam ao talento de cada um, celebrando a diversidade como a verdadeira força do desporto. A verdadeira inclusão transforma a sociedade ao garantir que todos pertencem ao mesmo jogo. Quando criamos espaços onde todas as crianças, os jovens, as pessoas em geral, cada um com a sua condição, se cruzam e competem em igualdade, ensinamos o mundo a ser mais justo. O direito de jogar e de sonhar deve ser igual para todos, independentemente da forma como nos movimentamos, como sentimos, se somos mais morenos ou mais claros, se temos mais ou menos peso, ou como ouvimos. Ao fim das contas, o riso partilhado após um golo, anularia ...